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O mercado de “coaching” disparou no país. De 2005 a 2011, o número de profissionais cresceu 207% -passou de 752 para 2.310.
O levantamento foi feito pela Folha com as maiores certificadoras do país -Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial, Instituto Brasileiro de Coaching, Sociedade Brasileira de Coaching e Sociedade Latino-Americana de Coaching.
Quem custeia o serviço, em geral, é a empresa em que o executivo trabalha. A meta é fazer com que o processo de torná-lo líder seja mais rápido. “Não é mais questão de modismo”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Matta.
Com a oferta, cresce a procura. “O ‘coach’ é necessário quando o profissional precisa desenvolver habilidades [como organização e liderança]”, frisa Luiz Carlos Carvalho, vice-presidente da Gutemberg Consultores.
Em 2009, na profissionalização da empresa, o executivo foi atendido de novo. “Eu precisava ter outro posicionamento.”
O diretor de marketing da NeoGrid, de TI, Ricardo Gonçalves, 32, também teve assistência -há três anos, quando ocupava cargo de gerência: “Aceitei porque percebi a possibilidade de crescer”.
“O cliente avalia o que está fazendo e o que quer [da carreira]”, frisa Roberta Ebina, consultora da Muttare.
Para as empresas, o ganho é em agilidade. “O ‘coach’ tem de promover independência de ação. Quem faz uma vez não precisa fazer de novo.”
OUTRO LADO
“Esse mercado virou uma panaceia. ‘Qualquer problema, procure um coach’”, critica Tania Casado, professora da FIA (Fundação Instituto de Administração).
Na Zaeli, de alimentos, os resultados são questionados. “Sinto que não somos felizes quando deixamos [o processo de ‘coaching’] 100% nas mãos de alguém de fora”, considera o diretor comercial, Paulo Geovanelli, 52.
CAMILA MENDONÇA
DE SÃO PAULO
Folha.com
